No campo da Enfermagem a terminologia é nova, e resulta de uma tradução do inglês “Offshore Nursing”. Enfermagem Offshore pode, então, ser definido como o grupo de profissionais de Enfermagem (Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem) que trabalha na área offshore, ou seja, longe da costa. É ramo que tende a crescer.
Dados da Petrobrás indicam que, em 2012, um terço das plataformas mundiais estará no Brasil. Desde já a procura por este mercado torna-se concorrida. Conseqüentemente, mais enfermeiros serão necessários para suprir a demanda, como defende o Enfermeiro e Consultor na área de Saúde Offshore, Gustavo Marques, um dos palestrantes do 1º. Congresso da Cooperativa dos Profissionais de Enfermagem do Ceará – I CCPENCE, que acontece no mês de novembro, em Fortaleza.
Não existe no país, hoje, um curso que capacite profissionais a se tornarem Enfermeiros Offshore, tampouco de especialização. Ressalte-se que os profissionais que trabalham a bordo de navios, nas plataformas petrolíferas e navios de cruzeiros fazem parte desta categoria. Muitos deles oriundos de outras áreas da Enfermagem, como Emergência, Unidade de Terapia Intensiva e Enfermagem do Trabalho.
A bordo de embarcações marítimas e plataforma petrolífera, esses profissionais exercem funções com características bem peculiares. Tal condição requer, pois, conhecimentos e habilidades específicas na prestação de assistência a possíveis lesões graves decorrentes de operações complexas como à exploração e produção de gás natural e petróleo.
Evidentemente, o trabalho do Enfermeiro Offshore abrange a saúde ocupacional, por que lida com NRs (Normas Regulamentadoras), PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Operacional), CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho) e, de uma forma geral, o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho).
“A possibilidade de um atendimento de emergência de grande proporção e/ou gravidade é uma realidade bastante possível para o Enfermeiro Offshore”, informa-nos Gustavo Marques, para quem é imprescindível ter habilidades científicas e técnicas para lidar com situações extremas.
Najla Maria Pinheiro Gurgel
Diretora-Presidente da COOPEN - Cooperativa dos Profissionais de Enfermagem do Ceará